19 de nov de 2011

Sólido mais leve do Mundo.

Pesquisadores desenvolveram o sólido mais leve do mundo, um material com densidade de 0,9 miligramas por centímetro cúbico.
Apesar de leve, a liga de níquel e fósforo é forte e absorve energia muito bem, podendo retornar a seu formato original se comprimido a até 50% de seu volume.

Por causa dessas propriedades, a descoberta poderia ser usada em uma série de aplicações, desde eletrodos de baterias até escudos protetores.
O segredo está na estrutura do chamado micro-lattice: tubos ocos ligados por nódulos que criam estruturas tridimensionais na forma de asterisco. O espaço entre os tubos é oco, e 99,99% da estrutura é um volume aberto.
A hierarquia das dimensões com que a estrutura foi criada ajuda na absorção de impactos: os tubos possuem paredes de menos de 100 nanômetros de espessura (ou 1000 vezes mais finos que um fio de cabelo humano); o diâmetro é um pouco maior, em escala de microns; o comprimento é milimétrico e a estrutura, como um todo, tem centímetros.
A pesquisa, desenvolvida nos Estados Unidos pelo California Institute of Technology, pelos Laboratórios HRL e pela Universidade da Califórnia foi publicada ontem na Science.

3 de out de 2011

Wi-Fi pode detectar respiração e rastrear pessoas.



O pesquisador Neal Patwari, da Universidade de Utah, descobriu que o sinal de Wi-Fi é levemente afetado pela respiração das pessoas. Segundo ele, é possível até detectar a localização de uma pessoa na sala só rastreando a rede sem fio.
A descoberta aconteceu quando o pesquisador procurava uma forma do monitor que controla a respiração em pessoas hospitalizadas ser um equipamento mais confortável.
Foram colocados roteadores sem fio ao redor de uma cama de hospital e, somente com este equipamento, foi possível estimar, com precisão, a taxa de respiração de uma pessoa.
A tecnologia pode permitir que as pessoas descansem mais confortavelmente durante estudos do sono, sem estar ligado a máquinas por cabos e tubos.
Outra possibilidade, segundo o pesquisador, é que a rede sem fio seja usada para vigilância, já que é possível rastrear pessoas se movendo dentro de uma casa com precisão.

8 de ago de 2011

Um pequeno guia sobre IPv4 e IPv6.

Cabo de internet (Foto: stock.xchng)Cabo de internet (Foto: stock.xchng)


A internet funciona através de protocolos. Combinações numéricas que estabelecem conexões entre computadores. Quando você abre a janela do seu provedor de banda larga para entrar no modo online, milhares de números e valores mantém você na rede.
Assunto do momento, os protocolos IPv4 e IPv6, ainda causam dúvidas para quem utiliza a internet. Por isso, o TechTudo preparou um pequeno guia para explicar o que são esses protocolos, e como eles funcionam. Antes de tudo, é preciso saber que o padrão IPv4 está desde a criação da rede e logo será excluído para o uso do IPv6. Confira, abaixo, no que consiste cada protocolo.
O que é o IPv4?

IPv4 significa Protocol version 4, ou versão 4 de protocolos. É a tecnologia que permite que nossos aparelhos conectem na internet, seja qual for o tipo de gadget – pode ser PC, Mac, smartphones ou outros aparelhos. Cada um que estiver online terá um código único, como 99.48.227.227 por exemplo, para enviar e receber dados de outros que estiverem conectados.
O que é o IPv6?

O IPv6 é a sexta revisão dos protocolos na internet e é o sucessor natural do IPv4. Essencialmente, ele faz a mesma coisa que outras tecnologias desse tipo, mas em 128 bits.
Por que estamos usando IPv4?

O IPv4 transfere endereços de protocolos de 32 bits. Sustenta aproximadamente 4,29 bilhões de IPs pelo mundo todo, o que nos fez chegar na crise atual: O sistema não suportará mais endereços do que isso.
Como o IPv6 resolveria esse problema?

O novo sistema suportaria algo como 340.282.366.920.938.000.000.000.000.000.000.000.000 endereços. Você consegue calcular isso? Pois é, nem eu. Mas é muito mais do que 4 bilhões atuais e conseguiria suportar a demanda do crescimento da internet por mais muitos anos. E isso acontece apenas porque os IPs trabalham em 128 bits.
Por que não substituímos os sistemas, simplesmente?

Os protocolos já começaram a ser substituídos na última década. Essencialmente, os dois sistemas funcionam paralelamente. No entanto, o teste de verdade com o IPv6 será em 8 de junho desse ano, batizado de “World IPv6 Day“. Google, Facebook e outros grandes companhias farão a substituição para testar se os novos IPs vão funcionar.
Como isso vai me afetar?

Aparentemente, isso não vai te afetar. Sistemas operacionais como Windows XP Service Pack 1, Mac OS X 10.2 e posteriores contam com IPv6. O problema está nos aparelhos roteadores. Neste caso, você terá, que fazer a substituição dessa peça por outra mais atual para se manter online. Alguns bugs também precisam ser ajustados para a grande massa. E ninguém sabe quanto vai demorar para a transição completa entre os sistemas. De qualquer maneira, não há motivo para entrar em pânico.

Insetos ajudam a desvendar crimes misteriosos.


Ao chegar a uma cena de crime, os peritos não se dirigem apenas ao cadáver - observam também osinsetos presentes. "Eles ajudam a elucidar questões relacionadas à morte violenta, maus-tratos e sequestro", explica a perita Janyra da Costa. A prática ainda não é comum no Brasil, mas já virou regra nos EUA e na Europa. Veja por quê.

Espécie - Polybia paulista

O que faz - Auxilia na identificação do local do crime. Se o cadáver apresentar rastros dessa vespa, é porque o crime ocorreu no habitat natural dela - regiões com inverno frio (temperaturas abaixo de 18ºC), como São Paulo, Minas Gerais ou Paraná.

Espécie - Solenopsis saevissima
O que faz - A formiga revela que a vítima sofreu maus-tratos antes da morte - pois sua presença indica más condições de higiene no local. É bastante útil em investigações de sequestro, pois costuma estar presente em lugares confinados ou buracos onde insetos maiores não conseguem circular.

Espécie - Chrysomya albiceps

O que faz - É útil nos casos em que o corpo já está em estágio avançado de decomposição. Os peritos capturam essa mosca no local do crime, e analisam o sistema digestivo dela. A presença de certos elementos, como chumbo ou esperma, indica que a vítima foi baleada ou sofreu violência sexual.

Espécie - Dermestes maculatus

O que faz - O besouro ajuda a desvendar a causa da morte - se a vítima ingeriu alguma substância venenosa, por exemplo - e a identidade do cadáver, já que é possível encontrar DNA da vítima em seu sistema digestivo.

Espécie - Culex sp
O que faz - Quando a polícia invade um cativeiro, procura esse mosquito - que se alimenta de sangue humano e por isso pode conter uma amostra do DNA do sequestrador. O Culex também é usado quando há suspeita envolvendo drogas, pois revela se a vítima consumiu cocaína, heroína ou anfetamina.

O que significa 8/7c e 9/8c nos pôsteres de séries?


Uma questão que sempre levanta dúvida nos fãs das séries são os números acompanhados de letras como 8/7c e 9/8c que aparecem nos pôsteres e cartzes dos seriadose representam  o horário de exibição dos mesmos nos Estados Unidos. A confusão acontece, porque essa forma de exibição não é convencional para nós.
Reparem na parte destacada do pôster da sétima temporada de “House” abaixo:
Entenda os números
MON 9/20: é a data que estava marcada para a estreia da temporada ano passado, onde MON representa monday (segunda-feira em inglês), e 9/20 representa o dia 20/09 (nos Estados Unidos primeiro você coloca o mês para depois colocar o dia).
8/7c: Representa que o horário em que o episódio vai ser exibido. O Primeiro número, mostra o horário em que a série vai ao ar no horário do Pacífico e da costa leste, ou seja, 8 horas da noite (20h).  Já o segundo número, que vem  sempre acompanhado de um C, mostra a hora marcada de exibição no horário central  e das montanhas, que no caso é 7 horas (19h).
Fuso Horário
Ai você se pergunta como assim horário do pacífico, costa leste, central e das montanhas? Bom para entender isso precisamos nos lembrar dos Fusos horários. Pelo fato dos Estados Unidos ser um país com território extenso “lateralmente”, ele possuí diferentes fusos horários, mais especificamente 4 fuso. Sendo eles:
* Hora do Pacífico: que abrange Los Angeles, Las Vegas e São Francisco, possui o fuso -8;
* O horário Central fica no fuso -7;
* O horário das Montanhas fica no fuso -6;
* O horário Leste que abrange Nova Iorque fica no fuso – 5;
Vejam a representação no Mapa abaixo:

 Na linha amarela vemos o fuso horário do Pacífico, que lembrando vai ser sempre o primeiro número que vier na frente do pôster 9/8c, significa que vai ser exibido as 21 horas no horário do Pacífico.
Na linha verde claro vemos o fuso horário oficial do Brasil (Horário de Brasília)
Na linha lilás vemos o horário zero, que Abrange Inglaterra e Portugal  (parte continental)
Horário de verão
Quando a maioria das séries retornam, em setembro, os Estados Unidos estarão em horário de verão, ou seja, eles estão com 1 hora a mais do que o fuso normal. Nessa época, é comum vermos as pessoas que estão nos EUA falando sobre a série mais cedo, fazendo reviews de episódios mais rápidos e os links para download do seriado são disponibilizados também antes do que o de costume. Isso acontece justamente por causa do horário de verão lá fora, que diminui a diferença entre a hora daqui e a de lá.
Vamos usar “House” como exemplo:
House: 8/7 c
Significa que a série será exibida as 20 horas no horário do Pacífico e do leste, e as 19 horas no horário central e das montanhas.
Quando estiver sendo exibido em Nova Iorque (Horário do Leste -5), vão ser 20 horas lá e 22 horas aqui, caso eles estejam em horário de verão. Se ninguém estiver em horário de verão, enquanto a série estiver sendo exibida lá, aqui serão 23 horas. E, quando nós estivermos no horário de verão e eles não, os ponteiros marcarão meia-noite quando a série estiver indo ao ar na terra do tio Sam.

19 de jul de 2011

Rússia lança radiotelescópio espacial Spektr-R
A coordenação da antena do Speckt-R com os radiotelescópios terrestres permitirá a construção de um telescópio virtual maior do que a própria Terra.[Imagem: NPO Lavochkin]

Radiotelescópio espacial
A Rússia lançou na madrugada de hoje o radiotelescópio espacial Spectrum-R, ou Spektr-R, resultado de uma colaboração internacional de mais de 20 países.
O principal objetivo da missão Spektr-R será estudar a estrutura e a dinâmica das fontes de rádio, dentro e fora da Via Láctea.
Os cientistas esperam aprender mais sobre alguns dos problemas fundamentais da astrofísica e da cosmologia, incluindo a estrutura das galáxias, formação das estrelas, buracos negros, matéria escura e sobre o espaço interestelar.
Telescópio maior do que a Terra
A colocação de um radiotelescópio no espaço permitirá a criação de um gigantesco telescópio virtual, graças à conjunção da antena no espaço com as antenas dos radiotelescópios terrestres.
Devido aos longos comprimentos de onda das ondas de rádio, os refletores dos radiotelescópios devem ser muito grandes para concentrar as ondas em uma boa resolução. Isto é especialmente importante para identificar fontes ocultas, com emissões muito fracas, nas profundezas do Universo.
Uma rede de formada por radiotelescópios baseados no espaço e na terra poderá funcionar como um coletor gigantesco único, maior do que a própria Terra, chegando a uma clareza de sinais sem precedentes.
Essa super rede será formada com a integração do Spektr-R aos telescópios terrestres na Austrália, Chile, China, Europa, Índia, Japão, Coréia, México, Rússia, África do Sul, Ucrânia e EUA.
Radiotelescópio internacional
O Spektr-R possui uma antena principal de 10 metros, capaz de trabalhar em quatro diferentes faixas de ondas de rádio - o radiotelescópio espacial consegue "ouvir" as fontes cósmicas em duas frequências simultaneamente.
O programa inclui cientistas de mais de 20 países. A Rússia forneceu o satélite, a maioria do hardware on-board, a integração do interferômetro e realizou todos os testes pré-lançamento.
O receptor de 92 centímetros foi construído na Índia, o receptor de 18 cm na Austrália, o receptor 1,35 centímetro na Finlândia e o "relógio" de rubídio na Suíça.



Tv DIGITAL no Iphone, Ipodtouch e Ipad.


Você pode assistir TV no iPhone, iPad ou iPod Touch desde o ano passado, quando o receptor Tivizen da sul-coreana Valups foi lançado no Brasil. Só que ele precisava de uma rede Wi-Fi, para transferir as imagens do receptor sem fio para o iDevice. Este ano, a Valups lançou uma versão do Tivizen que se encaixa direto no conector de 30 pinos. Agora você não precisa de rede Wi-Fi nem 3G: basta um app gratuito, disponível na App Store, e você pode ver TV aberta nas iCoisas onde quiser.
A Valups afirma que você poderá assistir TV digital aberta (nada de sinal analógico) por até 2h30: o Tivizen precisa ser recarregado na tomada através de um cabo USB, que se encaixa entre as duas extremidades da “alça” do aparelho. Ele funciona não só no iPad, como no iPhone e iPod Touch – mas imagino que a alça incomode quem estiver segurando os aparelhos menores na horizontal. O Tivizen será lançado no Brasil em agosto, por R$250. [Valups e G1]
 


Antena inflável de 1 metro cabe na sua bolsa de mão.




A empresa GATR Technologies desenvolveu uma antena de 1,2 metros, inflável, que possibilita seu transporte até por uma pequena bolsa de mão. Ela foi criada para caso a pessoa queira viajar para algum lugar onde não há nenhuma cobertura de torres de telefonia móvel, como um deserto. Como entrar em contato com um satélite pode ser uma tarefa bastante trabalhosa, já que há necessidade de armar uma antena, o que leva tempo e bastante espaço, esta pequena antena seria a melhor solução.
Além de ter o formato de uma bola, ela também pode passar para aquele formato de parabólica que estamos acostumados, isso acontece pois o interior da antena é dividido em duas partes, basta diminuir a pressão em uma e formar o visual tradicional de uma antena convencional. Há também outro modelo com 2 metros.
O maior alvo deste produto é a área militar, já que carregar uma antena vai se tornar algo menos trabalhoso e poderá deixar mais espaço na mochila de um soldado para outras coisas, como munição ou mantimentos para um longo período longe de tudo e de todos. Outras pessoas que podem se interessar são as que moram em regiões distantes e que não querem montar um aparato complicado para comunicação com satélites.

10 fenômenos da física que fazem parte do nosso cotidiano.

velaA física está presente em quase tudo que fazemos no nosso dia a dia. Mas dificilmente paramos para pensar nisso, não é? Algumas coisas nem imaginamos que possam ter uma explicação física, mas têm. Olha só 10 fenômenos assim:
1. Por que, mesmo quando a vela não esta de pé, a chama fica para cima?
Conformem explicam os físicos da USP e integrantes do Ciência em Show, existe um fenômeno na Física chamado convecção. Ele ocorre em líquidos e gases e, resumidamente, trata-se do movimento para cima das porções mais quentes de um material. No caso da vela, os gases expelidos pelo pavio estão muito quentes e, por isso, eles sobem. O ar ambiente, mais frio, toma o lugar desse ar quente alimentando a chama constantemente com oxigênio. Quando viramos a vela de cabeça para baixo, a convecção continua acontecendo, gases quentes sobem e o ar frio toma seu espaço, em um movimento para cima, dando ao fogo seu formato característico.
2. Por que é mais difícil fechar a porta do carro com as janelas fechadas do que com uma aberta?
De acordo com os físicos do Ciência em Show, quando fechamos fortemente uma porta com os vidros do carro fechados, ela empurra o ar pra dentro, aumentando repentinamente a pressão interna. Ocorre que, sempre que temos uma diferença de pressão entre o lado interno e externo, surge uma força de resistência. Nesse caso, a força de dentro pra fora dificulta o fechamento da porta. O efeito é acentuado ainda pelo fato de que os carros possuem borrachas de vedação em suas aberturas, como portas e janelas, para impedir a entrada de água e vento e essas borrachas acabam também por não deixar que o ar escape pelas frestas. Porém, com a janela aberta, o ar rapidamente escapa e a pressão interna mantém-se em equilíbrio com a pressão de fora.
3. Por que a posição da Lua interfere nas marés?
luamarHélio Gianesella explica que isso ocorre graças à lei da gravitação universal. Assim como a Terra atrai a Lua, mantendo-a em sua órbita, a Lua atrai a Terra. Acontece que essa atração deforma a superfície da Terra, “puxando” a face da Terra mais próxima à Lua em direção ao satélite. Tanto a parte sólida (continentes) quanto a parte líquida (oceanos, mares, lagos, rios, etc.) sofrem essa deformação. E o cientista explica ainda que não é só a Lua que influencia as marés, mas o Sol também. As maiores marés acontecem na Lua Nova, quando Sol e Lua estão juntos no céu durante o dia, e na Lua Cheia, quando se encontram em oposição.
4. Por que temos de fazer força para manter o equilíbrio quando o ônibus faz uma curva?
De acordo com o professor do COC, Hélio Gianesella, todo corpo em movimento tende a seguir em linha reta por inércia, que é a tendência de manter o estado do movimento. Quando o ônibus faz a curva, a nossa tendência é seguir em linha reta e temos de nos segurar fazendo força para acompanharmos o movimento curvo do ônibus. Essa força que sentimos em nosso braço, na realidade, é a resultante centrípeta, aplicada pelo ferro que seguramos e que nos garante fazer a curva junto com o ônibus.
5. Por que o pão fica duro de um dia para o outro se não for guardado dentro de um saco plástico?
FrancesOs mestres em Física pela USP, Gerson, Daniel e Wilson afirmam que a maciez do pão está relacionada à quantidade de água em seu interior. Se a água evapora, o pão fica duro. Como o plástico é um material impermeável, ele não permite a saída da água do interior do pão pela evaporação natural e, por isso, ele continua macio. Num ambiente livre, a água evapora e o pão fica duro.
6. Por que um saco de supermercado pesado arrebenta se for levantado rapidamente?
Os professores Gerson Santos, Daniel Santos e Wilson Namen, do Ciência em Show, explicam que isso acontece devido à inércia. A sacola cheia, em repouso, tem a tendência de permanecer parada até que uma força seja aplicada sobre ela, ou seja, para que se possa levantar a sacola é necessário “vencer” esta tendência. Se o puxão for muito forte, a quantidade de força aplicada acaba sendo superior à resistência da própria sacola, que rasga. Puxando devagar, é possível dosar a força para que seja suficiente para suspender a sacola sem ultrapassar o limite de rompimento do plástico.
7. Por que a roupa no varal seca mais rápido com vento do que sem vento?
varalHélio Gianesella explica que a roupa seca porque a água entre as fibras do tecido passa do estado líquido para o estado gasoso. O que determina a rapidez com que isso acontece é a pressão atmosférica sobre a superfície líquida e a umidade do ar. O vento, ou a maior velocidade do ar sobre a superfície, acarreta uma menor pressão hidrodinâmica e quanto menor a pressão, mais rápida é a passagem de um líquido para vapor. Consequentemente, o vento gera um aumento da evaporação. Outro fator a ser considerado é a umidade do ar. Quanto menor, mais fácil é a evaporação.
8. Por que uma mesma garrafa térmica consegue conservar a temperatura de líquidos frios e quentes?
Conforme explicações do professor Hélio, do pré-vestibular COC, a estrutura interna da garrafa térmica é constituída por uma ampola de vidro com dupla parede espelhada entre as quais existe vácuo. Esse sistema reduz significativamente a troca de calor entre o líquido que está lá dentro e o meio externo, pois impede a troca de calor por irradiação – devido ao espelhamento- , por convecção – devido ao vácuo entre as paredes duplas – e por condução – já que o vidro é um mau condutor térmico. Assim, o líquido demora a esfriar se estiver quente e a esquentar se estiver frio.
9. Por que os carros de corrida usam pneus carecas enquanto os de rua são proibidos de rodar assim?
Segundo o professor do cursinho pré-vestibular COC, o pneu liso ou “slick” dos carros de corrida aumenta a área de contato com o solo, facilitando a interação entre o pneu e a pista, garantindo maior aderência e, consequentemente, maior velocidade. Mas quando há chuva durante a corrida, eles são trocados pelos pneus com ranhuras, denominados “biscoitos”, para evitar a ocorrência de “aquaplanagem”, que é a perda de contato com a pista devido à água que se acumula entre o pneu e o solo, funcionando como lubrificante. “Como ninguém vai parar o carro na chuva para substituir um pneu careca por outro com ranhuras, eles são proibidos”, conclui Hélio Gianesella.
10. A famosa natação do Tio Patinhas em sua piscina de moedas de ouro é possível na vida real?
tio-patinhas-690f8Os pesquisadores do Ciência em Show são diretos na resposta: “não”. Segundo eles, a possibilidade da natação depende de dois fatores: densidade e fluidez. A densidade de moedas, que são feitas de ouro, é muito maior do que a densidade do corpo humano. Por isso, o corpo sempre ficaria por cima das moedas e seria impraticável um mergulho moedas adentro. Como as moedas também são grandes, sua fluidez fica comprometida e certamente as braçadas não empurrariam o corpo para a frente como acontece quando se nada em uma piscina.

30 de jun de 2011

Os 7 Vestígio Humanos fora da Terra.


O homem deixou sua pegada em quase todos os lugares da Terra. E se não conseguiu pisar nas profundezas do Atlântico ou no coração da Floresta Amazônica, já mandou robôs, sonares e todo tipo de tecnologia para monitorá-los de longe. Também exploramos o espaço e deixamos rastros que qualquer alienígena poderia facilmente identificar. Acontece que nem todo vestígio humano no espaço sideral é sinal de vida “inteligente” aqui na Terra.
7 -- Naves espaciais
Ao longo dos últimos 50 anos, mandamos seres humanos, animais, insetos, bactérias e, principalmente, naves não-tripuladas para fora do nosso planeta. O sonho de viajar pelo espaço já é realidade -- para os muito ricos, em raras ocasiões -- mas ainda estamos longe do sonho da ficção científica com populações inteiras vivendo fora da Terra. A discussão da necessidade real de explorar o espaço em missões tripuladas está aberta e há muitos argumentos contra e a favor, porém as viagens continuam sendo feitas com e sem gente dentro.
Os astronautas e robôs mandam dizer que ainda não bateram um papo com nenhum ET.
6 -- Telescópios
Os telescópios espaciais são feitos para exngergar o universo sem a interferência da atmosfera terrestre. O Hubble não é o único telescópio em funcionamento fora da Terra, mas é o mais famoso, maior e mais velho deles. Sua concepção é de 1946, mas só foi lançado e posto para funcionar em 1990. De lá pra cá, recebendo ajustes aqui e ali, o Hubble observa o espaço em luz normal e infravermelha, enviando informações visuais de estrelas fora de nossa galáxia e estruturas do Universo até então desconhecidas por nós.
Nosso principal “olho” espacial está quase se aposentando. Estima-se que em 2014 ele deixe de funcionar para ser substituído por outro gigante: o Telescópio Espacial James Webb, com lançamento previsto para 2013. Conheça outros telescópios em órbita ao redor da Terra (em inglês).
5 -- Satélites
De acordo com a Nasa, existem cerca de 3 mil satélites ativos rodeando a Terra. Isso significa mais de 3 mil máquinas criadas pelo homem observando nosso planeta e o espaço o tempo todo! Nem todas as informações são públicas e é fácil se deixar levar pela mania de perseguição, mas os satélites também são responsáveis por diversas funções que já fazem parte do nosso dia-a-dia: geolocalização, retransmissão de ondas (sinais de rádio, televisão, celular, internet…), monitoramento de certas áreas do globo, fotografias em luz natural, raio-X, infravermelho, etc, etc, etc. Alguns deles são tão grandes que é possível observá-los cruzando o céu em noites com pouca luz.
Quem mora longe dos grandes centros urbanos provavelmente já viu ao menos um. É bonito, parece uma estrela cadente muito lenta e gigante que cruza o céu inteiro.
4 -- Ondas de rádio e televisão
No livro Contato, do astrofísico Carl Sagan, alienígenas captaram o discurso de Hitler nas Olimpíadas de Berlim em 1936 e vieram até o nosso planeta bater um papinho. Até onde sabemos, isso não aconteceu de verdade. Ainda.
A atmosfera terrestre bloqueia emissões de rádio de frequências abaixo de 10 MHz e acima de 10 GHz. Porém, as bandas VHF, UHF e microondas estão entre essas duas frequências e escapam para o espaço – teoricamente, para sempre. As ondas que vagam pelo espaço são uma evidência clara da existência de vida na Terra e poderiam ser captadas por alienígenas que passassem por perto.
Nós só estamos produzindo sinais de rádio e TV fortes o suficiente para ultrapassar a atmosfera há 60 anos, o que significa que apenas ETs a no máximo 60 anos luz daqui poderiam captar nossas emissões radiofônicas e televisivas. Veja quais são os sistemas solares a 50-60 anos luz de distância (em inglês).
3 -- Discos dourados que explicam como é a vida aqui na Terra
Em 2011, dois discos de cobre banhados a ouro contendo 116 imagens e diversos sons da Terra alcançaram o “espaço aberto”, ou seja: saíram dos domínios do sistema solar. As naves Voyager 1 e 2, enviadas em 1977 e que viajam com os discos, são dois dos artefatos humanos que mais se afastaram da Terra até hoje.
Os chamados Golden Records contêm informações da Terra destinadas às formas de vida inteligentes existentes fora do nosso planeta. Sua concepção e seleção de informações foram feitas pelo famoso astrofísico Carl Sagan (ele de novo) e equipe. As imagens foram codificadas de forma analógica, compostas de 512 linhas verticais. Já as informações auditivas estão gravadas nos discos como em um disco de vinil e há instruções imagéticas de como fazê-lo funcionar. Será que eles entendem?
2 -- Lixo espacial
Não contentes em poluir nosso próprio planeta, também deixamos rastros de sujeira pelo espaço. Segundo a Nasa, há cerca de 500 mil resíduos humanos sem função alguma girando ao redor da Terra a mais de 7 mil km/h. Deve existir muito mais lixo por aí, espalhado por órbitas de outros planetas ou simplesmente vagando pelo espaço, resultado das missões que começaram na segunda metade do século passado.
A sujeira não é só feia, mas também perigosa. Em outubro do ano passado, um satélite de pesquisas inativo da Nasa quase colidiu com uma estação espacial com 6 tripulantes. Os astronautas conseguiram deslocar a nave a tempo, mas foi por pouco.
1 -- Bolas de golfe
De todas as tranqueiras que mandamos para o espaço, essas são as mais curiosas. Em 1971, durante a terceira missão bem sucedida até a Lua, o astronauta Alan Shepard mandou duas bolas de golfe literalmente para o espaço. Alan era golfista nas horas vagas e decidiu que seria uma boa ideia tentar umas tacadinhas pela Lua.
Infelizmente, elas não correm o risco de aterrissarem no prato de sopa de algum alien. Segundo o próprio astronauta, a primeira bola foi um fail: ela rolou para dentro de uma cratera a uns 36 metros de distância. Já a segunda, “aqui [na Terra], ela teria ido uns 27 metros, mas pelo fato de não haver atmosfera lá [na Lua], a bola voou por uns 180 metros”.
Veja as duas tacadas de Shepard no vídeo abaixo: